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17 de Dezembro de 2017

Breves noções para escritórios e advogados que pretendem ter um site

Com o advento da sociedade da informação, os espaços físicos e virtuais se confundem e se tornam extensão um do outro. Sendo assim, a visibilidade no espaço virtual para profissionais do Direito passa de diferencial para requisito obrigatório.

Roberto Montanari Custodio, Estudante de Direito
há 3 meses

Índice: (I) Preliminarmente; (II) Por que ter um site?; (III) Para ter um site, o que é preciso?; (IV) O domínio: (IV.I) o que é, (IV.II) tipos de domínio, (IV.III) como, onde e quanto custa registrar um domínio; (V) Hospedagem: (V.I) o que é. (V.II) tipos de hospedagem; (VI) A cereja do bolo (ou a cerveja da sexta-feira às 18h): o site materialmente falando; (VII) Considerações finais.

 (I) Preliminarmente

 Assim como no direito há diversos jargões e termos técnicos, em português e latim, que pessoas de fora da área dificilmente entendem, a área de tecnologia não é diferente. Portanto, como escrevo para quem não é da área, usarei a linguagem mais didática possível deixando de lado muitos termos técnicos. Isso não significa que eu as desconheça ou ignore.

 (II) Por que ter um site?

 Nos dias atuais, conforme disse no subtítulo deste artigo, é realmente necessária a presença dos profissionais no espaço virtual. Pessoas com problemas jurídicos constantemente buscam na internet por advogados, e se você não tem um site, perdeu um potencial cliente.

 Além das buscas diretas por profissionais, a sociedade da informação costuma buscar pelo conhecimento mínimo que possa resolver seu problema antes de buscar um profissional. Se um consumidor buscar na internet informações sobre o direito ao arrependimento, por exemplo, e você ou seu escritório tiver um site com um artigo explicativo sobre isso, advinha quem será a primeira opção de contratação daquela pessoa com um problema jurídico?

 Poderia passar um dia aqui escrevendo sobre as portas que a presença virtual abrem, aqueles profissionais que não tem presença na internet estarão sempre alguns passos atrás daqueles que tem. É necessário acompanhar a evolução da sociedade.

 E ter seu site, diferente do que muitos pensam, não tem um custo alto. Aliás, mesmo sendo um custo baixo, consideremos como um investimento de alto retorno.

 Existem diversas formas simples e baratas de ter um site na internet. Muitos veem os sites e não fazem a mínima ideia do processo construtivo por trás daquilo, é o que será mostrado a seguir.

 (III) Para ter um site, o que é preciso?

 Diferente do que parece, não é necessário muito para ter um bom site na internet e nem grandes conhecimentos em programação. O processo de criação de um site demanda um registro de domínio, uma hospedagem e o site materialmente falando, que pode ser feito através de plataformas gratuitas e fáceis de usar.

 (IV) O domínio

 (IV.I) O que é?

 O domínio é aquele nome bonitinho que digitamos na barra de endereços para acessar algum site, por exemplo, "www.jusbrasil.com.br"; para o ter, é necessário registrar.

 Por trás das comunicações na internet, há um protocolo que chamamos de endereço IP (internet protocol address), que é como se fosse o nosso RG na internet composto por 11 números. Esses números são os que dão acesso e fazem com que nosso computador, celular ou tablet se comuniquem com o servidor em que o site está hospedado.

 Mas lembrar 11 números é difícil, não acham? Lembrar de www.jusbrasil.com.br é mais fácil do que lembrar 104.154.193.51 (endereço IP do jusbrasil), por isso a tecnologia criou a possibilidade do registro de domínios que serão uma máscara desse endereço numérico, assim como Avenida Paulista é uma máscara de coordenadas geográficas.

 (IV.II) Tipos de domínio

 Há diversos tipos de domínios; já reparou que às vezes navegamos em sites .com, outras .com.br, outras .org.br?

 O que vem depois do ponto é uma referência indutiva ao conteúdo do site, por exemplo: www.tjsp.jus.br, o .jus.br está indicando que é um site da justiça brasileira; www.planalto.gov.br, o .gov.br está indicando um site governamental; www.onu.org.br, o .org.br está indicando que é um site de uma organização, enquanto, para escritórios de advocacia e advogados autônomos, o domínio mais comum é .adv.br.

 Não há regras quanto isso, exceto a de boa utilização que levam ao registro de domínios .adv.br para já indicar previamente que é um site de advogados. Porém, é comum encontrar sites de escritório de advocacia com domínios .com.br, que é 'universal' e não tem problema nenhum em ser utilizado. Essa é apenas uma dica, você pode registrar seu site"www.advogado.tv", se quiser, mas ficará no mínimo estranho.

(IV.II) Como, onde e quanto custa registrar um domínio

 O registro de domínios é simples e qualquer um pode fazer através de empresas de registro (que normalmente também hospedam sites). Essas empresas intermedeiam o registro junto aos órgãos que fazem. Dentre as mais confiáveis e conhecidas estão: UOL host, hostgator, locaweb, redehost.

 Basta contratar alguma de sua preferência e na própria página delas é possível verificar se o domínio que escolheu está disponível; em estando, basta realizar o pagamento e pronto. Leva 5 minutos e você tem o seu domínio!

 A depender da opção contratada e tipo de domínio os valores variam, em média, entre R$35,00 a R$60,00 anuais. Opções de contratação tri anual costumam vir com descontos.

 (V) Hospedagem

 (V.I) O que é?

 Registrado seu endereço na internet, é necessário ter uma hospedagem para seu site. A hospedagem é como se fosse sua sala na Avenida Paulista que eu citei para explicar o que é um domínio, lá seu site, arquivos e banco de dados ficarão armazenados.

 Explico por analogia: se você tem um endereço que substitui coordenadas geográficas e, nesse endereço, um espaço físico para trabalhar, a hospedagem é a mesma coisa, porém, no espaço virtual: um local para onde o seu domínio apontará e o seu site ficará.

(V.II) Tipos de hospedagem

 Assim como temos vários tipos de domínios possíveis, também temos tipos de hospedagens diferentes que irão variar de acordo com sua necessidade.

 A mais barata e comum de todas é a hospedagem compartilhada, assim como se fosse um hostel, há vários sites hospedados em um mesmo servidor que é dividido em "quartos" para cada um dos sites. Para sites de escritórios e advogados é o ideal, pois não há uma necessidade de grandes recursos de hardware como na hospedagem dedicada. Encontram-se planos mensais a partir de R$15,00 e que aumentam gradativamente de acordo com a necessidade.

 A hospedagem dedicada é a mais cara e menos utilizada, é semelhante ao aluguel de uma casa inteira: há um servidor dedicado para o seu site onde somente ele fica hospedado. É algo que dispõe de mais recursos de armazenamento e processamento para o site, porém, com um custo consideravelmente maior. É necessário apenas se o seu site tiver um fluxo muito, realmente muito, grande de acessos e de necessidade de armazenamento de dados. Encontram-se planos mensais a partir de R$300,00 e que aumentam gradativamente de acordo com a necessidade.

 E com o avanço da tecnologia, de tempos para cá temos a hospedagem em cloud computing, conhecida como nuvem. Essa, diferente das outras duas, não fica em só um servidor, seu site fica espalhado por vários servidores, o que lhe da uma maior elasticidade quanto aos recursos e segurança, pois a chance de ficar fora do ar é menor. É uma intermediária entre a compartilhada e a dedicada, também com custos intermediários. Encontram-se planos mensais a partir de R$39,00 e que aumentam gradativamente de acordo com a necessidade.

 (VI) A cereja do bolo (ou a cerveja da sexta-feira às 18h): o site materialmente falando

 Agora que já sabe como ter seu domínio e onde hospedar seu site, é preciso saber como fazer ele. O que antes era reservado para profissionais com alto grau de conhecimento em programação e banco de dados, hoje já é popularizado e é possível criar um site sendo leigo no assunto, basta ter tempo.

 Permita-me a analogia de comparar algumas formas atuais de criar sites com os juizados especiais.

(VI.I) Formas de criação de um site

 Há os sites criados especificamente para o seu negócio e de acordo com as suas necessidades, com possibilidade de uma área de clientes e coisas do gênero. Ao seu gosto, são criados por profissionais de tecnologia que dominam linguagens de programação e banco de dados. São os mais caros e demorados para serem feitos, geralmente feitos do zero com tudo que você pedir. Há, nesses casos, um costume de ter junto na equipe um profissional de desing que desenhará todo o site e logo de acordo com os padrões já estabelecidos pelos profissionais ou pelo escritório.

 Além dessa criação, temos os chamados CMS (Custom Management System), são plataformas pré prontas para montar seu site. Geralmente os planos de hospedagens, em seus painéis de controle, já vem com a opção de instalação dessas plataformas. Entre as mais usadas cito: wordpress e joomla. É um intermediário, não requer tanto conhecimento em tecnologia e programação, mas também não é recomendável para leigos. São softwares livres, ou seja, gratuitos, mas é preciso saber os manusear, é normal a contratação de profissionais de tecnologia para criar através de CMS, o que diminui o custo em relação às criações do zero.

 Por fim, em diversos planos de hospedagem que tem como adicional um criador de sites próprio que são bem simples de usar, bastando arrastar e soltar itens e menus que você queira no seu site. São acessíveis no que diz respeito ao custo, porém, bem mais limitado do que as outras opções.

 (VII) Considerações finais

 Demonstrou-se no artigo a necessidade de ter um site e o que é necessário para criar um, bem como o custo proveniente disso.

 É um investimento em presença virtual que traz muitos benefícios e por um custo que não é alto, há planos mais simples que não pesam no bolso.

 Por fim, é preciso registrar que tem empresas e profissionais de tecnologia que cuidam de todo esse trâmite de registro, hospedagem e criação do site sem que você precise ter dor de cabeça, porém, terá um custo um pouquinho maior.  

1 Comentário

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Gostei da aula.
Obrigada! continuar lendo